1/17/2007

Robert Johnson



Seu mundo era rutilancia
Seu mundo era escuridão
Seu nome era Robert Johnson
cantador d'outro Sertão

Vinte e Sete anos vividos
lá nos Estados Unidos
passou veloz como a luz
Naquela terra sombria
onde tristeza e poesia
se dava o nome de Blues

Sua mãe teve onze filhos
Seu Pai ele nunca viu
o mundo em que foi criado
lembrava muito o Brasil

Era neto de escravos
dos negros fortes e bravos
colhedores de algodão
nunca pisou numa escola
escreveu com a viola
e leu com o coração

Dizem que foi o Diabo
quem lhe ensinou a tocar
em um encontro marcado
numa noite sem luar

Cruzando as estradas tortas
daquelas veredas mortas
chegou na encruzilhada
Veio com as mãos vazias
e partiu com melodias
porteio rima e tuá

Outros garantem que é lenda
que o diabo não existe
Johnson só cantava blues
por ser um poeta triste

impunhava o instrumento
recitava um sentimento
na sua vida andarilha
e a tristeza era uma fera
um cão negro, uma pantera
farejando a sua trilha

Correu estradas de ônibus
de caminhão e de trem
hora cantando sozinho
hora em dupla com alguem

andava dias inteiros
ao lados dos companheiros
sobre o sol mais escaldante
porém sempre se mantinha
vestido com boa linha
bem cuidado e elegante

buscando um namorada
procurava as mais feiosas
as mulheres solitárias
carentes e carinhosas

a mulher que lhe aceitava
com todo gosto lhe dava
o corpo a casa e a cama
e ele deixava que ela
julgar-se ser a mais bela
na ilusão de quem a ama

uma noite numa festa
tocava de madrugada
e começou um namoro
com uma mulher casada

sedutor e seduzido
cantava como um sentido
naquele corpo moreno
quando um copo alguem lhe deu
ele pegou e bebeu
sem saber que era veneno

Saiu dali carregado
para o quarto da pensão
Morreu e deixou somente
a mala e o violão

Não levou fama nem glória
não deixou nome na história
não levou riso nem mágoa
foi um sopro de poeira
uma nuvem passageira
um nome escrito na água

Foi assim que Robert Johnson
passou pelo nosso mundo
brilhou durante alguns anos
e apagou-se num segundo

Não deixou seu nome escrito
nu mármore nem no granito
nas armas nem nos brasões

O que deixou para nós
foram os versos e a voz
e vinte e nove canções...



(Obrigado por ter existido )

1/09/2007

Uma pítada do tempero Araujo... AUHAuhAUahuAH...


Liberdade ainda que tardia...

Depois dos anos sombrios proporcionados pela ditadura o mundo buscou a liberdade por todos os meios possíveis e muitos movimentos foram criados para defender esse direito de ser livre.
Os anos passaram e o que vemos é uma liberdade maquiada, aonde grandes centros são reféns do crime organizado, paises como o Brasil transbordando de políticos mal intencionados seguidos com seus escândalos sem precedentes colocando a população numa posição de angustia sem saber em quem confiar, grandes potências mostram toda sua tirania contra todos que não estão de acordo com seus projetos e contra aqueles que não são vistos com bons olhos.
Manipuladores nos venderam a imagem de que um mundo globalizado é livre e empurram-nos goela abaixo conceitos de beleza, moda, música e “entretenimento” . Utilizando o medo das pessoas a seu favor e usufruindo de maneira maçante da palavra liberdade essas pessoas conseguem mais do que manipular a população, fazem um terrorismo psicológico criando uma neo-ditadura.
É preciso que lutemos contra isso ensinando desde cedo as crianças a desenvolverem um censo crítico de qualidade e promover projetos de conscientização popular. Tais medidas não devem ser adotadas apenas em alguns focos no mundo, é preciso de uma revolução mundial para vencer “os novos ditadores” que estão enraizados no poder.
Pequenos atos podem sim fazer a diferença, pois em pequenos atos uma pessoa abre os olhos e a mente, são nos pequenos atos que aplicamos os golpes mais duros em nosso subconsciente e viramos o jogo.
Pessoas estão morrendo nesse momento por um ideal, acreditando que podem ajudar a mudar o mundo, outras estão matando para que essa “liberdade” não acabe, poucas estão a salvo apenas manipulando, assistindo ao seu espetáculo.

W. Araújo

”O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mais sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.”
Albert Einstein

***

Tomei liberdade de ser o segundo a postar, vou colocar aqui texto que eu acho que tem a cara dos Meros Mortais e é claro textos que eu julgo importante para engrandecer o conhecimento das pessoas.
Muitos textos com meu ponto de vista você pode encontrar no meu blog "Cavaleiro dos Sonhos" - http://ritter-des-traums.blogspot.com - junto com textos venho trazendo videos intereçantes e criativos.
Vale a pena conferir.
Obrigado!

1/05/2007

Primeiro Post! xD

Primeiro dos muitos Posts do Blog dos Meros Mortais

e eu não poderia perder essa oportunidade pra deixar aqui

o nosso primeiro video! abraços! =*